sábado, 21 de julho de 2012


50 MEMBROS DE UMA IGREJA NO NORTE DA NIGÉRIA FORAM QUEIMADOS VIVOS NA CASA DO PASTOR.



O ataque, realizado por homens armados, foi apenas o primeiro de uma onda de violência que se espalhou por 12 vilas e deixou mais de 100 mortos no estado nigeriano de Plateau, região que anteriormente estava fora da área de atuação do grupo islâmico terrorista Boko Haram e é a terra natal da etnia fula, majoritariamente islâmica.
Apesar disso, o Boko Haram assumiu responsabilidade pelos ataques e prometeu mais violência.
O porta-voz americano da Missão Portas Abertas, Jerry Dykstra, alerta que a recente onda de ataques está rapidamente se transformando em um funesto campo de batalha religioso, onde o Boko Haram declara que os cristãos devem se converter... ou morrer.
“A Nigéria está se transformando em um campo de extermínio para os cristãos. Centenas deles já foram brutalmente assassinados pelo Boko Haram, incluindo mulheres e crianças”, explica Dykstra. “Ainda esta semana o grupo afirmou que todos os cristãos deveriam buscar o islamismo ou ‘nunca teriam paz novamente’. O objetivo deles é transformar toda a Nigéria em um país governado e dominado pela lei islâmica da sharia”.
Os líderes da Igreja de Cristo da Nigéria relatam que todas as igrejas da denominação foram totalmente queimadas durante a destruição em 12 cidades.
O estado de Plateau é a terra natal dos fulas, grupo nômade e majoritariamente muçulmano, originalmente apontados pelas autoridades de segurança nigerianas como responsáveis pelo ataque.
Segundo uma reportagem local, o consultor criminal nigeriano Innocent Chukwuni teria dito que a logística sugere que o Boko Haram não poderia ter agido sozinho.
“Não acredito que o Boko Haram teria condições de atacar essas vilas tão de repente. Não conseguiriam sem apoio e cooperação local”, ponderou Chukwoma, segundo a reportagem.
O porta-voz dos fulas negou responsabilidade e não respondeu sobre a possível aliança com o Boko Haram.




A analista da Heritage Foundation na África, Morgan Roach, não acredita no envolvimento do Boko Haram devido ao histórico de violência dos fulas.
“Ataques a povoados cristãos não são novidade no estado de Plateau, uma vez que se sabe que os fulas já atacaram comunidades cristãs no passado”, sustenta Roach.
Ela afirma que, como o estado de Plateau é fora do território do Boko Haram, ela tende a concordar com as autoridades nigerianas. Ela também acredita que as queimas de igrejas são um desvio dos métodos do grupo terrorista, tipicamente mais avançados.
“Caso eles sejam responsáveis, isso seria um desvio das suas táticas anteriores, que tendem a ser mais sofisticadas”, questiona Roach.
“Acredito que convém fazer duas perguntas: O Boko Haram está tentando tirar vantagem da instabilidade de Plateau e se aliar aos fulas? Talvez, mas é preciso mais provas”, opina. “Se for confirmada a ligação do incidente ao Boko Haram, seria um caso preocupante para a segurança do país”.
Mas Michael Rubin, analista de Oriente Médio e Terrorismo do Instituto Empresarial Americano, diz acreditar que o Boko Haram é responsável pelos ataques.
“Ninguém iria se surpreender se o campo de ação do Boko Haram estiver se expandindo. Os jihadistas não podem ser aplacados; são expansionistas”, declara.
Roach teme pelas consequências caso o Boko Haram esteja realmente avançando sobre Plateau e sobre o território fula.
“Será que eles estão buscando expandir sua influência para outras partes do território? Provavelmente", constata Roach. “Certamente iria ao encontro do seu objetivo maior de criar um estado muçulmano”.
Dykstra acredita que a maior prioridade da Nigéria é proteger seus cidadãos cristãos e reforçar a segurança nacional.
“O governo nigeriano precisa se posicionar e proteger os fieis cristãos”, defende. “O Departamento de Estado Americano precisa reconhecer que o que está acontecendo na Nigéria não é apenas devido à pobreza e à injustiça”.
Dykstra estava se referindo a uma reportagem da Reuters de 11 de julho sobre um relatório sobre a Nigéria elaborado pelo Conselho Mundial das Igrejas.
“A pobreza, a desigualdade e a injustiça estão ameaçando desencadear um conflito sectário na Nigéria, explicou uma força-tarefa cristã-muçulmana na quarta-feira”, dizia a Reuters, citando o relatório. “O relatório identificou dezenas de problemas distintos, cuja resolução poderia contribuir para a paz de maneira geral”.
Ainda citando o relatório do CMI, a Reuters prosseguia: “A disparidade de riqueza entre os estados produtores de petróleo do sul e os países pobres em recursos do norte é um dos principais fatores para as tensões regionais, como são também as disputas por terra, como a falta de terra de pasto reconhecida para os pastores de gado do grupo nômade fula”.
O relatório também cita o príncipe Bola Ajibola, ex-ministro da justiça, dizendo, “Na Nigéria, três coisas são entrelaçadas: religião, política e etnia; e as três são ofuscadas pela corrupção, a pobreza e a insegurança”.
Dykstra questiona as conclusões do relatório, inclusive a afirmação que joga a culpa em “missionários bem financiados tanto do islamismo quanto do cristianismo” por aumentar as tensões.
“É ridículo”, critica.
Dykstra ressalta também que os cristãos precisam orar pelos seus irmãos e irmãs perseguidos.
Rubin alerta que terríveis consequências irão se seguir se o governo da Nigéria não colocar um fim na guerra civil auto-anunciada Boko Haram.
“Se não for contra-atacado e derrotado, o Boko Haram pode transformar a Nigéria no maior estado falido do mundo”, lamenta.

Fonte: Júlio Severo

segunda-feira, 18 de junho de 2012




Tornando-se uma bênção!


O ensino de Jesus a respeito do amor ao próximo, que foi tão bem ilustrado na parábola do bom samaritano, é mais uma demonstração de que não é possível um verdadeiro e genuíno cristianismo sem uma “ação social”. Amar o próximo, como ensina uma parábola bíblica, é superar todas as barreiras culturais e fazer o bem ao semelhante, de modo desinteressado e incondicional. Aliás, o apóstolo Pedro, ao sintetizar o ministério de Cristo, disse que Ele andava “fazendo bem” (At.10:38), a demonstrar, pois, que a “ação social” era um dos sustentáculos do ministério terreno do Senhor.

Jesus, em muitas ocasiões, referiu-Se aos pobres e não só no sentido espiritual da palavra, ou seja, aqueles que se fazem dependentes de Deus, carentes de Deus e aceitam a Sua soberania, mas também no sentido material da expressão, pois, se assim não fosse, como entender que Jesus possuía uma bolsa para os pobres (Jo.12:6; 13:29), bem como mulheres que contribuíam financeiramente para este serviço (Lc.8:3)?
Outra demonstração de que o ministério de Jesus também abrangia a ação social vemos no próprio comportamento dos discípulos que, nos tempos apostólicos, sempre cuidaram dos necessitados, particularmente das viúvas, como nos atestam textos como At.2:45; 6:1; II Co.9; I Tm.5:3-5. Vemos, portanto, que, se os discípulos assim procediam é porque assim havia sido o procedimento do seu Mestre e Senhor, a quem imitavam.
Há uma distinção entre “assistência social” ou “serviço social” e “ação social”. O “serviço social” é identificado com o conjunto de atividades que têm, por finalidade, a satisfação imediata de carências surgidas num determinado grupo de pessoas, uma ação de caráter “curativo”, um remédio para uma necessidade surgida. Já a “ação social” é identificada como um conjunto de atividades que visa não a satisfação de uma necessidade, mas a eliminação da causa desta necessidade, que tem em vista a modificação do quadro existente, a alteração da própria sociedade, tornando-a mais justa.


No episódio retratado no livro de Atos, houve um exercício de “assistência social” ouserviço social, pois se constituiu o diaconato para suprir as necessidades das viúvas sem que houvesse acepção de pessoas, mas não se resolveu o problema como um todo, tanto que, anos depois, Paulo precisou fazer coletas para ajudar os pobres de Jerusalém, já que não havia como se manter a suficiência se os crentes haviam vendido seu patrimônio e não havia fonte de produção de novas riquezas (Rm.15:26).
Assim, para aqui citarmos conhecido provérbio chinês, a Igreja não deve apenas se preocupar em “dar o peixe” para o faminto (que é “assistência social”), mas também em “ensinar a pescar” (que é a “ação social”).

Uma das demonstrações de que a “ação social” da Igreja é uma necessidade é que é ele a demonstração do próprio “amor ao próximo”, que Jesus considerou como sendo um dos dois mandamentos a que se resumia a lei e os profetas (Mt.22:39,40). Sendo o amor uma característica indispensável para quem diz ser filho de Deus, é como se fosse o próprio DNA espiritual do cristão sincero e verdadeiro, devemos observar que este amor não é apenas a essência da comunhão entre Deus e o homem, o próprio núcleo da vida espiritual, mas é, como afirma Paulo, o primeiro “gomo” do fruto do Espírito (Gl.5:22), ou seja, necessariamente este amor tem de se traduzir em atitudes, em ações, tem de se manifestar fora do indivíduo.

Abraços abençoados

quarta-feira, 6 de junho de 2012





MURAL ARIEM 25
ACONTECEU...
03 de JUNHO - 1ª RECAD (Reunião de Casais das Assembleias de Deus em Abelhas e Região) – Depois de um delicioso churrasco, os casais casados participaram de brincadeiras e  alcançaram momentos inesquecíveis.

  




ACONTECE EM JUNHO
10 de JUNHO - Comemoração do DIA DO PASTOR e consagrações ao diaconato local.




16 de JUNHO – 3º Encontro FRUTIFICAI-VOS (Exclusivo para mulheres).
LOCAL: Templo Matriz da ADEAR (Assembleia de Deus em Abelhas e Região)
Avenida Central, 700 – Povoado de Abelhas / Vitória da Conquista-Ba
HORÁRIO: Das 16:00 às 18:30 horas
PALESTRANTE: Prª CELINEI MEIRA



17 de JUNHO – 1º Encontro PEQUENOS ADORADORES
LOCAL: Templo Matriz da ADEAR (Assembleia de Deus em Abelhas e Região)
Avenida Central, 700 – Povoado de Abelhas / Vitória da Conquista-Ba
HORÁRIO: Das 19:00 às 21:30 horas



30 de JUNHO – 1º Encontro CASAL TOTAL (Casais de namorados, noivos e casados)


LOCAL: Templo Matriz da ADEAR (Assembleia de Deus em Abelhas e Região)
Avenida Central, 700 – Povoado de Abelhas / Vitória da Conquista-Ba
HORÁRIO: Das 19:30 às 21:30 horas
PALESTRANTES:  Pr. Adson & Prª Celinei Meira

domingo, 3 de junho de 2012



...É JÁ A ÚLTIMA HORA!


A Bíblia diz que o anticristo é a besta (Ap.13:1), palavra que corresponde ao original grego “thérion”(θηρίον), que significa “fera”, “animal selvagem”. Esta expressão mostra bem qual será o caráter do anticristo: alguém que não tem outro instinto, outra intenção senão a de devorar, destruir e despedaçar as suas vítimas. O anticristo, como nos diz R.N. Champlin,  “…fará todos aqueles outros homens parecerem crianças, devido à sua imensa perversão moral…”
Não se poderia esperar de um homem que agirá segundo o poder e eficácia de Satanás algo diverso do que faz o diabo, cujo trabalho, disse-nos Jesus Jo 10:10, é matar, roubar e destruir.  O anticristo é chamado de besta, isto é, de fera, porque não terá dó nem piedade de quem quer que seja. As Escrituras já afirmam que, tendo sido apoiado por um conjunto de dez nações para subir ao poder, logo se encarregará de abater a três delas (Dn.7:24).
Sendo o mais exímio líder político de todos os tempos, o anticristo exercerá o poder na sua forma mais nua e crua, sem qualquer traço de moralidade ou de ética. Como odeia tudo que se relaciona com Deus, será um implacável e sanguinário perseguidor dos santos naquele dia (isto é, dos que se converterem a Cristo durante a Grande Tribulação), bem como de Israel, que é propriedade peculiar de Deus (Ex.19:5,6). Fará, por isso, guerra aos santos e os vencerá e destruirá (Dn.7:25; Ap.13:7).
Sua crueldade será tão terrível que não encontrará similar em toda a história da humanidade. E observem que a história nos traz recordações de grandes carnificinas, como as dos milhares de mortos durante as dez perseguições romanas contra os cristãos, dos milhares de mortos durante a Inquisição na Idade Média, dos sucessivos martírios em massa de judeus na Europa nas Idades Média e Moderna, do holocausto de 6 milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial pelos nazistas, dos mais de 30 milhões de mortos por Stálin na União Soviética, mas, pasmem todos, nada disto se compara ao banho de sangue que está preparado para ocorrer durante o governo da Besta. A crueldade é uma marca tão proeminente do seu governo que as Escrituras costumam identificar o anticristo com o nome de Besta, não cessando de lembrar que vem de um império cuja característica principal é o de devorar e partir em pedaços as presas (Dn.7:23).
OBS: Certos estudiosos das Escrituras não cessam de afirmar que, entre os satanistas, existe a crença de que, durante o governo do anticristo, será necessário um contínuo sacrifício ao diabo, que será representado, precisamente, pelas vidas humanas que serão ceifadas por ordem do governo satânico: “…Os satanistas compreendem que a Nova Ordem Mundial do Anticristo não poderá ser estabelecida sem que uma quantidade enorme de sangue humano seja derramada. Qualquer morte que tenha sido planejada pode ser contada como um sacrifício para esse propósito: guerras, abortos, infanticídios, eutanásia, e, eventualmente, o martírio.…” (O Papa João Paulo II usa outro símbolo satânico da magia negra do anticristo durante a sua viagem a Israel.http://www.espada.eti.br/n1360.asp Acesso em 6 out.2004).

Não é por acaso que, em seguida ao primeiro selo, que é o próprio Anticristo, o Cordeiro tenha aberto quatro outros selos que demonstram a grande crueldade do governo da Besta: o segundo selo, o cavalo vermelho, que é a guerra e sua consequente mortandade (Ap.6:3,4); o terceiro selo, o cavalo preto, que é a fome e a sua consequente mortandade (Ap.6:6,7); o quarto selo, o cavalo amarelo, que é a própria morte, como que “completando” o trabalho tenebroso dos cavalos anteriores (Ap.6:8), sem falar no quinto selo, que mostra a grande mortandade provocada pela perseguição aos que ousarem servir a Cristo nestes dias tão terríveis da humanidade (Ap.6:9-11). Enquanto Jesus traz vida, e vida em abundância (Jo.10:10), o Anticristo é seguido por um rastro de morte. Que Deus nos guarde!
  

Abraços abençoados!!!





                          

quinta-feira, 31 de maio de 2012



SUPERSTIÇÕES – UMA PRÁTICA PAGÃ

Nos últimos anos, têm surgido modismos que claramente chocam-se com as Sagradas Escrituras e significam um retrocesso na luta protestante. Muitos grupos que se dizem protestantes pregam e praticam coisas que envergonham o protestantismo. 


Alguns casos de supersticiosidade entre evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão “Tá amarrado!” de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para “tirar um versículo” que funcione como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela “caixinha de promessas”; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir “empacotado” para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; usar fitinhas ou pulseirinha no punho para atrair saúde, amor, amizade, dinheiro, etc... e acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinhas, água do Rio Jordão, folhas) têm algum poder especial. 


São superstições que são exatamente uma volta à teologia romanista da Idade Média. Se não, vejamos: Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d'água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores?
A Bíblia condena a supersticiosidade  - A Bíblia, diferentemente de muitas obras religiosas do mundo, não é baseada em superstições, mas é a Palavra de Deus (2Tm 3.16-17).  A Arqueologia tem mostrado dia após dia a veracidade da narrativa bíblica, mostrando que tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos não são depositários de mitos. O Evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos. Ele é baseado no testemunho ocular de vários homens, como enfatiza o apóstolo Pedro: “Porque não nos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2Pe 1.16).


Além disso, a Palavra de Deus condena veementemente a magia e a feitiçaria, bem como a supersticiosidade. As fábulas, crendices e os falsos ensinos são combatidos nas Sagradas Escrituras (2Tm 4.1-4). A expressão grega traduzida por fábula nesse texto de 2 Timóteo e em 1 Pedro é mythos. Ela é usada para descrever uma narrativa que, além de fictícia, é enganosa, sendo geralmente elaborada por um mestre falso com o objetivo de iludir.  Em 1 Timóteo 1.4, Paulo exorta seu filho na fé para que “não se dê a fábulas”, neste caso uma referência às lendas forçosamente relacionadas a narrativas do Antigo Testamento. Elas aparecem descritas pelo mesmo apóstolo em Tito 1.14 como “fábulas judaicas”. Paulo ainda chega a ironizar a superstição judaica, chamando tais crenças sem fundamento de “fábulas profanas e de velhas” (1Tm 4.7). O apóstolo estava querendo dizer a Timóteo que, por não terem base bíblica, por serem simplesmente invenções humanas, criações que se tornaram populares para enganar o povo, eram ímpias, só servindo mesmo para entreter as conversas de velhinhas caducas. 


Já no caso do texto de 2 Pedro 1.16, a referência é às histórias fabulosas, crenças e superstições criadas pelos primeiros mestres gnósticos, que para difundi-las se utilizaram da divulgação de evangelhos apócrifos por eles mesmos escritos. Enfim, a Bíblia é enfática contra a superstição. Portanto, fujamos de todo tipo de superstição. Que a nossa fé seja absolutamente bíblica!



terça-feira, 29 de maio de 2012




              
     ORAÇÃO   –   O  DIÁLOGO  COM DEUS


Não é possível se ter comunhão com Deus se não houver comunicação e a principal forma de comunicação do homem para com Deus é a oração. Não podemos permitir, de forma alguma, que os dias maus em que vivemos sejam uma grande arma do adversário para nos impedir de ter uma vida espiritual saudável conforme os ditames bíblicos. Todos nós sabemos que não podemos, no sentido físico, viver um dia por semana, ou alguns dias no mês. Se isto é uma realidade no ponto-de-vista físico, onde o homem é comparado a uma flor da erva, que, pela manhã, está viçosa e bela, e ao entardecer já está seca e sem qualquer esplendor (I Pe.1:24), que dirá a vida espiritual, que é a melhor parte.

Portanto estimáveis leitores, o nosso cuidado diário no nosso relacionamento com Deus deve ser prioridade e devemos lutar incansavelmente para que esta porção não nos seja roubada. O ladrão age sutilmente na nossa FALTA DE VIGILÂNCIA e este tem sido um dos aspectos que mais tem colaborado para o FRACASSO ESPIRITUAL de muito. Falta de vigilância gera fracasso espiritual. A vida espiritual é uma vida de comunhão com Deus.

 Quem está em comunhão com Deus discerne a vontade de Deus, segue a direção de Deus, sabe perfeitamente como agradar a Deus, têm condições de apresentar o seu corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, ou seja, de lhe prestar o culto racional (Rm.12:1. A comunhão com Deus exige duas ações que são indispensáveis para que estabeleçamos uma "união no mesmo estado de espírito" com Deus: a oração e a leitura da Palavra de Deus.

Não pode existir uma vida real de comunhão com Deus sem que haja oração. A oração é o canal de comunicação com Cristo. Nas páginas da Bíblia, veremos sempre, que os grandes homens de Deus eram homens de oração, e que também os grandes fracassos espirituais descritos ali foram por falta de vigilância e oração, a falta de diálogo com Deus. Quando o homem se distancia de Deus, logo perde o contato, perde a comunicação com o Senhor.

A oração não é uma mera faculdade que esteja à disposição do cristão apenas nas horas de angústia ou de necessidade. Muito pelo contrário, a oração é um dever do cristão é algo obrigatório. Quem diz isso, que a oração é um dever é o próprio Cristo. Certa feita, o Senhor contou aos discípulos uma parábola, a parábola do juiz iníquo, para ilustrar o "dever de orar sempre e nunca desfalecer" (Lc.18:1). Assim, o crente que não ora é, antes de tudo, alguém que está em falta diante de Deus. É importante observar que esta ideia da oração como um dever cristão não é enfatizada devidamente no meio evangélico.

 Jesus disse que o dever de orar se caracteriza por duas propriedades: deve-se orar sempre e nunca se deve desfalecer.

Orar sempre significa nunca deixar de orar. Orar sempre significa que não há tempo nem lugar certo para orar. A oração deve ser uma constante em nossas vidas, daí porque o Apóstolo Paulo ter dito que devemos "orar sem cessar" (I Ts.5:17). Orar sempre significa estarmos dispostos e prontos a orar ao Senhor a cada instante, em cada situação.

Se devemos orar sempre, Jesus também salientou que o dever de orar impõe uma outra conduta: o de nunca desfalecer. Nunca desfalecer, na tradução da Bíblia NVI (Nova Versão Internacional), significa nunca desanimar. O dever de orar impõe o dever da perseverança, da insistência, de confiança diante de Deus. Quem ora deve ter a convicção, a certeza de que Deus está ouvindo a sua oração e de que Deus irá responder ao clamor e também irá providenciar o melhor para aquele que O busca.

A oração daquele que desiste, daquele que esmorece, daquele que não insiste é algo igualmente vazio, sem qualquer validade diante de Deus. Portanto meus queridos leitores, seremos sempre perseverantes, sempre insistentes, sempre confiantes no Senhor. É dEle que vem a resposta!! É dEle que vem as nossas bênçãos.


Abraços abençoados!!



quarta-feira, 23 de maio de 2012





ORAÇÃO DOMINICAL


A ORAÇÃO QUE JESUS NOS ENSINOU

 A oração que o Senhor nos ensinou, a chamada "oração do Senhor", "oração dominical" ou, como é conhecido, a oração do "Pai nosso". Esta oração não é um modelo, ou seja, não foi ensinada pelo Senhor para ser repetida automaticamente, como uma reza, como muitos a têm tornado, mas, muito pelo contrário, nela temos uma verdadeira aula de como devemos orar a Deus. Quem quer aprender a orar, deve ler esta lição de Jesus e, com certeza, ao aplicá-la, estará orando corretamente e de forma agradável ao Senhor. O fato de Jesus nos ensinar a orar mostra claramente que a oração embora não é algo repetitivo, de aparência exterior. A oração tem que ser espontânea, algo que esteja ao arbítrio de quem ora. Não é ficar repetindo palavras, sendo papagaio de pregador.

Algumas pessoas costumam dizer de uma tal de oração forte. Existe essa oração?

Oração FORTE, oração FRACA. Temos ouvido alguns pregadores falar em “oração forte”. Que oração é essa que não faz parte do Evangelho de Cristo? Porque na Bíblia não encontrei essa tal oração forte.  E o que não consta no Evangelho não é bíblico, e não sendo bíblico não poderá ser praticado porque é doutrina de homem, e está fora dos propósitos de Deus. Oração forte é uma linguagem herdada do espiritismo. No Evangelho de Mateus 21.22,  Jesus disse: “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis”. A Bíblia não menciona oração forte ou oração fraca, a Bíblia diz: Tudo o que pedirdes “crendo o recebereis”. Esta é a condição, ter fé suficiente para a sua oração chegar aos ouvidos de Deus. Crer incondicionalmente de todo coração, que as mãos do Senhor estão voltadas para te abençoar, quando pedimos alguma coisa que seja da vontade de Deus.

Na carta Universal do Apóstolo Tiago 5.15, 16 diz: A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Podemos observar no início deste texto que Deus não ouve a pecadores, portanto, não basta ter compromisso apenas com o dízimo, com campanhas, ou com o pastor da sua igreja, se não tiver despojado do velho homem pecador e revestido do novo nascimento de Cristo em seu coração. Tudo isso será em vão.

A oração dominical começa com a expressão "Pai nosso" – essa expressão mostra toda a diferença entre os cristão e os gentios. Quando reconhecemos que  Deus é o nosso Pai, demonstramos que a relação que existe entre Ele e nós não é uma relação de senhorio, de propriedade, de domínio ou de cruel submissão, mas é uma relação de amor, de filiação, de intimidade, de comunhão. Ao chamarmos a Deus de nosso Pai, ao reconhecermos isto, estamos dizendo que confiamos nele e em Seu amor. E que nada, absolutamente coisa alguma de ruim para nós pode ocorrer, pois Ele nos ama. É por isso que Jesus insiste em que tenhamos a figura de Deus como Pai em nossas orações. A imagem de um Pai bondoso, sempre presente em nossas vidas. Um pai muito mais amoroso do que nosso pai terreno e que, portanto, nunca pode querer nos prejudicar ou nos causar dano. Aliás, o próprio Jesus nos disse que ”se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt.7:11).

Mas a oração-modelo continua e nos lembra que este Pai bondoso, amoroso, misericordioso está nos céus, ou seja, é o Senhor do universo, o Soberano, Aquele que tem todo o poder. Lembrar que Deus é Pai  e que está nos céus, é lembrar que Ele não é nosso empregado, nem está à nossa disposição ou à disposição de nossos caprichos. Pare com esse calundu minha irmã! Pare com esse calundu meu irmão! Deixe Deus agir como Pai em sua vida. A oração nos leva a reconhecer que somos pobres e necessitados e que dependemos dos cuidados do Senhor (Sl.40:17). A oração nos faz assumir o lugar de filho.
Em seguida, a oração-modelo lembra-nos que o nome do Senhor é santificado, ou seja, que para termos uma verdadeira comunhão com Deus é necessário que estejamos em santidade diante de Deus. Os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). Quando se fala em “santificação do nome do Senhor”, não devemos nos esquecer do conceito judaico que aqui se expressa. Muitos ficam assustados ao se falar em “santificação do nome de Deus”, visto que Deus é santo e, portanto, não precisa Se santificar. No entanto, a expressão tem um sentido bem preciso entre os judeus. E Jesus estava falando para os discípulos que eram... judeus. Certo?!

Para os mestres judaicos que elaboraram o Talmude (o segundo livro sagrado do judaísmo), “santificação do nome de Deus” estava relacionada com o mandamento de amor a Deus (Dt.6:5) no sentido de que cada um dos israelitas deveria fazer com que Deus fosse amado, ou seja, que o nome de Deus seria amado por causa de cada israelita, o que nos remete, imediatamente, às palavras de Jesus no sermão do monte, segundo as quais as nossas boas obras fariam com que o nome do Senhor fosse glorificado pelos homens (Mt.5:16).

Você entendeu?! Não entendeu? Vou explicar, preste atenção: Quando, na oração, pedimos ao Senhor que o Seu Nome seja santificado, estamos, na verdade, pedindo a Deus que sejamos instrumentos para a glorificação do Senhor enquanto aqui vivermos. Assumimos, assim, um compromisso de sermos canais pelos quais os homens glorificarão ao Senhor vendo Cristo em nossas vidas. Somos cristãos, ou seja, parecidos com Cristo. A nossa fidelidade a Deus fará com que as pessoas glorifiquem o nome do Senhor, reconheçam a Deus como o Soberano Deus do Universo. Entendeu? A oração, portanto, é a forma pela qual pedimos a Deus que sejamos uma bênção e não um escândalo. Você é uma bênção ou um escândalo?

 "Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu" , ou seja, quando oramos a Deus devemos ter a consciência de que devemos viver em submissão a Deus, ou seja, de que a vontade de Deus é o objetivo que devemos buscar para nossas vidas. Quando dizemos "venha o teu reino" estamos dizendo para Deus que queremos que Sua vontade se realize em nossas vidas, que Ele seja o nosso Senhor, Aquele que comanda as nossas vidas. Quão diferente é a oração daqueles "super-crentes", daqueles que, baseados nas falsas doutrinas da confissão positiva e da teologia da prosperidade, acham que a vontade deles é que tem de ser feita.

"O pão nosso de cada dia nos dá hoje" - a oração também envolve o aspecto material de nossas vidas, mas dentro de uma perspectiva de cumprimento da vontade de Deus e de Sua soberania. Deus não Se esquece das necessidades materiais do ser humano e sabe que, enquanto aqui estamos, precisamos de comida, de roupas, de calçados, e essa é a razão pela qual está disposto a nos conceder o necessário para a nossa sobrevivência (Mt.6:31-34). Mas devemos priorizar o reino de Deus e a sua justiça.

"E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Neste ponto, Jesus quis nos deixar claro que a vida de comunhão com Deus deve refletir-se, necessariamente, em uma vida excelente no convívio social. O homem não foi feito para habitar sozinho. O homem foi feito para viver em sociedade (Gn.2:18). De sorte que quando é transformado pelo Senhor ele não guarda mágoas, rancores, ressentimentos. Como você pode pedir o perdão de Deus se você não perdoou o seu semelhante? Como você pode alcançar as promessas de Deus se você vive de calundu? Como você pode alcançar o perdão de Deus se você ainda não perdoou o seu filho, os seus pais, seus irmãos e amigos? Cuidado com as doenças psicossomáticas!! A falta de perdão gera até mesmo o câncer. Você sabia disso?

Na oração, devemos ter consciência de que nossa vida com Deus depende de nosso comportamento com o próximo.

 "E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal" - Nesta parte da oração, Jesus lembra-nos do compromisso divino de nos livrar do mal enquanto vivermos neste mundo de aflições e que está imerso no maligno (I Jo.5:19), compromisso que foi ratificado e reiterado pelo próprio Senhor em Sua oração sacerdotal (Jo.17:15). Este compromisso é a certeza que o cristão tem de que o mal não lhe tocará ( I Jo.5:18), nem que o inferno prevalecerá contra a igreja (Mt.16:18). Isto não quer dizer que o crente sincero nunca terá dificuldades ou lutas, nem que não poderá sofrer. Não é isto!! Deus prometeu a vitória e somente há vitória após uma luta. Você está num deserto? Alegre-se!!! Deserto é lugar de vitórias.

"porque Teu é o reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém." - A oração-modelo termina com uma expressão de adoração, parte indispensável em qualquer oração. É através da oração que expressamos nosso amor ao Senhor, que Lhe rendemos a glória que só a Ele é devida. Lamentavelmente, nos nossos dias, oração tem significado apenas um petitório. Somente pedimos, pedimos, pedimos e, para finalizar, pedimos. Nem sempre nos lembramos de agradecer ao que Deus nos fez, que dirá adorá-lO, render-Lhe glória e louvor. É fundamental que a nossa oração, pelo menos, tenha uma parte de adoração.

É preciso que louvemos e glorifiquemos ao Senhor.

Abraços abençoados!!

O Zero


Não precisa ser o primeiro


O Zero sentia-se vazio. Olhava para si mesmo e não gostava do que via: era aquela enorme barriga; era a incapacidade de sobressair; era a falta de um caráter vincado.

Achava mesmo que não valia nada. Já muitas vezes tentara ser esguio como o 1, elegante como o 4 ou belo como o 7, mas nem sequer conseguia a pequena proeza de esticar uma haste para se assemelhar ao 6 ou ao 9.

Era realmente uma nulidade. Mas o pior de tudo nem sequer era o aspecto, pois já se tinha habituado a isso e os outros também nunca o tinham visto de outra forma. Não, o pior nem era olhar-se ao espelho: o pior era quando olhava para dentro de si mesmo. Não valia nada, pronto! Era isso. Nunca tinha feito nada de que se pudesse realmente orgulhar; tinha as mãos vazias; nunca deixaria o nome na história ou marcas no mundo. Não passava de um zero. Mas, então, por que razão tinha consigo todos aqueles sonhos, aquele desejo de grandeza, a vontade de se lançar a tarefas gigantescas? Era um zero e sentia dentro de si uma enorme tendência para o infinito.

Ora, isso - pensava ele - não tinha lógica nenhuma. Era até contraditório. E filosofava: Via-se logo que os números tinham sido uma invenção dos homens. Por isso não batiam certo. Se tivessem sido obra de Deus, tudo teria sido diferente. Sendo assim, paciência.

Mas o Zero estava de longe de se resignar com a situação. Alguma coisa lá por dentro se recusava a aceitar pacificamente estas filosofias, ainda que elas servissem perfeitamente como justificação para a sua nulidade e para a vida preguiçosa que levava. E, no fim de contas, talvez os algarismos não fossem uma invenção dos homens. Muitas vezes dizia para si mesmo que não podia fugir à sua natureza, à incapacidade com que nascera.

Sentindo-se incapaz do esforço de alcançar o infinito, que chamava por ele, repetia cinquenta vezes por dia que o infinito não existia. Para se convencer a si próprio. Para se poder entregar tranquilamente à doçura de uma vida sem montanhas para subir. No entanto, aquela doçura acabava por o maçar. Tornava-se amarga: não na boca, mas num lugar qualquer que ele não sabia identificar com exatidão. Ora, aquilo lhe doía muito. Era como se tomasse veneno.

O Zero sabia a solução, a resposta, a verdade, mas fugia de pensar nisso. Também lhe doía... O Zero sabia que o verdadeiro problema não era a preguiça nem a falta de capacidade. A questão importante era o orgulho. Sucedia que o orgulho o levava a procurar sempre o primeiro lugar quando se juntava aos outros algarismos para fazerem alguma coisa em conjunto. Conseguia esse lugar porque era o mais forte de todos, mas os outros algarismos não achavam aquilo bem. E quando isso sucedia formava-se uma barreira, uma vírgula, entre ele e os outros. E, assim, com o Zero no primeiro lugar e a vírgula logo a seguir, aquilo que faziam não valia quase nada.

O Zero pressentia que, se aceitasse um dos últimos lugares, tudo seria diferente. Talvez então pudessem, em conjunto, aproximar-se do infinito e até tocar-lhe. Talvez assim se abrissem as portas a todos os sonhos que desde sempre trouxera consigo. Mas teria - assim pensava - de se curvar perante os outros, e baixar a cabeça era para ele uma impossibilidade. Mas o zero não entendia que para ser forte, vitorioso e ocupar lugares de honra não precisava  ser o primeiro. Ele precisa ser forte sendo o segundo, terceiro, quarto... e as vezes o melhor lugar é o último. Ele entendeu que o primeiro número só era forte se a família zero lhe auxiliasse.

PARA REFLETIR: A glória de baixar a cabeça e se colocar no último posto faz a grandeza de um homem. É que estas transformações são sempre muito íntimas e dolorosas, mas vale a pena ser um zero, desde que seja sempre atrás daqueles que quer ser o primeiro.

Abraços abençoados