ORAÇÃO DOMINICAL
A ORAÇÃO QUE JESUS NOS ENSINOU
A oração que o Senhor
nos ensinou, a chamada "oração do Senhor", "oração dominical"
ou, como é conhecido, a oração do "Pai nosso". Esta oração não é um
modelo, ou seja, não foi ensinada pelo Senhor para ser repetida
automaticamente, como uma reza, como muitos a têm tornado, mas, muito pelo
contrário, nela temos uma verdadeira aula de como devemos orar a Deus. Quem
quer aprender a orar, deve ler esta lição de Jesus e, com certeza, ao
aplicá-la, estará orando corretamente e de forma agradável ao Senhor. O fato de Jesus nos ensinar a orar mostra claramente que
a oração embora não é algo repetitivo, de aparência exterior. A oração tem que
ser espontânea, algo que esteja ao arbítrio de quem ora. Não é ficar repetindo
palavras, sendo papagaio de pregador.
Algumas pessoas costumam dizer de uma tal de oração forte. Existe essa oração?
Oração FORTE, oração FRACA. Temos ouvido alguns pregadores falar em “oração forte”. Que
oração é essa que não faz parte do Evangelho de Cristo? Porque na Bíblia não
encontrei essa tal oração forte. E o que
não consta no Evangelho não é bíblico, e não sendo bíblico não poderá ser
praticado porque é doutrina de homem, e está fora dos propósitos de Deus.
Oração forte é uma linguagem herdada do espiritismo. No Evangelho de Mateus
21.22, Jesus disse: “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o
recebereis”. A Bíblia não menciona oração forte ou oração fraca, a Bíblia
diz: Tudo o que pedirdes “crendo o recebereis”. Esta é a condição, ter fé
suficiente para a sua oração chegar aos ouvidos de Deus. Crer
incondicionalmente de todo coração, que as mãos do Senhor estão voltadas para
te abençoar, quando pedimos alguma coisa que seja da vontade de Deus.
Na carta
Universal do Apóstolo Tiago 5.15, 16 diz: A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver
cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. A oração feita por um justo pode muito
em seus efeitos. Podemos observar no início deste texto que Deus não ouve a
pecadores, portanto, não basta ter compromisso apenas com o dízimo, com
campanhas, ou com o pastor da sua igreja, se não tiver despojado do velho homem
pecador e revestido do novo nascimento de Cristo em seu coração. Tudo isso será
em vão.
A
oração dominical começa com a expressão "Pai nosso" – essa expressão mostra
toda a diferença entre os cristão e os gentios. Quando reconhecemos que Deus é o nosso Pai, demonstramos que a relação
que existe entre Ele e nós não é uma relação de senhorio, de propriedade, de
domínio ou de cruel submissão, mas é uma relação de amor, de filiação, de
intimidade, de comunhão. Ao chamarmos a Deus de nosso Pai, ao reconhecermos
isto, estamos dizendo que confiamos nele e em Seu amor. E que nada,
absolutamente coisa alguma de ruim para nós pode ocorrer, pois Ele nos ama. É
por isso que Jesus insiste em que tenhamos a figura de Deus como Pai em nossas
orações. A imagem de um Pai bondoso, sempre presente em nossas vidas. Um pai
muito mais amoroso do que nosso pai terreno e que, portanto, nunca pode querer
nos prejudicar ou nos causar dano. Aliás, o próprio Jesus nos disse que ”se vós, pois, sendo maus, sabeis dar
boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará
bens aos que lhos pedirem?” (Mt.7:11).
Mas a oração-modelo continua e nos lembra que
este Pai bondoso, amoroso, misericordioso está nos céus, ou seja, é o Senhor do
universo, o Soberano, Aquele que tem todo o poder. Lembrar que Deus é Pai e que está nos céus, é lembrar que Ele não é
nosso empregado, nem está à nossa disposição ou à disposição de nossos
caprichos. Pare com esse calundu minha irmã! Pare com esse calundu meu irmão!
Deixe Deus agir como Pai em sua vida. A oração nos leva a reconhecer que somos
pobres e necessitados e que dependemos dos cuidados do Senhor (Sl.40:17). A oração
nos faz assumir o lugar de filho.
Em
seguida, a oração-modelo lembra-nos que o nome do Senhor é santificado, ou seja, que para
termos uma verdadeira comunhão com Deus é necessário que estejamos em santidade
diante de Deus. Os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). Quando
se fala em “santificação do nome do Senhor”, não devemos nos esquecer do
conceito judaico que aqui se expressa. Muitos ficam assustados ao se falar em
“santificação do nome de Deus”, visto que Deus é santo e, portanto, não precisa
Se santificar. No entanto, a expressão tem um sentido bem preciso entre os
judeus. E Jesus estava falando para os discípulos que eram... judeus. Certo?!
Para os mestres judaicos que elaboraram o
Talmude (o segundo livro sagrado do judaísmo), “santificação do nome de Deus”
estava relacionada com o mandamento de amor a Deus (Dt.6:5) no sentido de que
cada um dos israelitas deveria fazer com que Deus fosse amado, ou seja, que o
nome de Deus seria amado por causa de cada israelita, o que nos remete,
imediatamente, às palavras de Jesus no sermão do monte, segundo as quais as
nossas boas obras fariam com que o nome do Senhor fosse glorificado pelos
homens (Mt.5:16).
Você entendeu?! Não entendeu? Vou explicar,
preste atenção: Quando, na oração, pedimos ao Senhor que o
Seu Nome seja santificado, estamos, na verdade, pedindo a Deus que sejamos
instrumentos para a glorificação do Senhor enquanto aqui vivermos.
Assumimos, assim, um compromisso de sermos canais pelos quais os homens
glorificarão ao Senhor vendo Cristo em nossas vidas. Somos cristãos, ou seja,
parecidos com Cristo. A nossa fidelidade a Deus fará com que as pessoas
glorifiquem o nome do Senhor, reconheçam a Deus como o Soberano Deus do
Universo. Entendeu? A oração, portanto, é a forma pela qual pedimos a Deus que
sejamos uma bênção e não um escândalo. Você é uma bênção ou um escândalo?
"Venha o Teu reino, seja feita a Tua
vontade, assim na terra como no céu" , ou seja, quando oramos a Deus
devemos ter a consciência de que devemos viver em submissão a Deus, ou seja, de
que a vontade de Deus é o objetivo que devemos buscar para nossas vidas. Quando
dizemos "venha o teu reino" estamos dizendo para Deus que queremos
que Sua vontade se realize em nossas vidas, que Ele seja o nosso Senhor, Aquele
que comanda as nossas vidas. Quão diferente é a oração daqueles
"super-crentes", daqueles que, baseados nas falsas doutrinas da
confissão positiva e da teologia da prosperidade, acham que a vontade deles é
que tem de ser feita.
"O
pão nosso de cada dia nos dá hoje" - a oração também envolve o aspecto
material de nossas vidas, mas dentro de uma perspectiva de cumprimento da
vontade de Deus e de Sua soberania. Deus não Se esquece das necessidades
materiais do ser humano e sabe que, enquanto aqui estamos, precisamos de
comida, de roupas, de calçados, e essa é a razão pela qual está disposto a nos
conceder o necessário para a nossa sobrevivência (Mt.6:31-34). Mas devemos
priorizar o reino de Deus e a sua justiça.
"E perdoa-nos as nossas dívidas, assim
como nós perdoamos aos nossos devedores". Neste ponto, Jesus
quis nos deixar claro que a vida de comunhão com Deus deve refletir-se,
necessariamente, em uma vida excelente no convívio social. O homem não foi
feito para habitar sozinho. O homem foi feito para viver em sociedade
(Gn.2:18). De sorte que quando é transformado pelo Senhor ele não guarda
mágoas, rancores, ressentimentos. Como você pode pedir o perdão de Deus se você
não perdoou o seu semelhante? Como você pode alcançar as promessas de Deus se
você vive de calundu? Como você pode alcançar o perdão de Deus se você ainda
não perdoou o seu filho, os seus pais, seus irmãos e amigos? Cuidado com as
doenças psicossomáticas!! A falta de perdão gera até mesmo o câncer. Você sabia
disso?
Na oração, devemos ter consciência de que
nossa vida com Deus depende de nosso comportamento com o próximo.
"E não nos induzas à tentação, mas
livra-nos do mal" - Nesta parte da oração, Jesus lembra-nos do compromisso
divino de nos livrar do mal enquanto vivermos neste mundo de aflições e que
está imerso no maligno (I Jo.5:19), compromisso que foi ratificado e reiterado
pelo próprio Senhor em Sua oração sacerdotal (Jo.17:15). Este compromisso é a
certeza que o cristão tem de que o mal não lhe tocará ( I Jo.5:18), nem que o
inferno prevalecerá contra a igreja (Mt.16:18). Isto não quer dizer que o
crente sincero nunca terá dificuldades ou lutas, nem que não poderá sofrer. Não
é isto!! Deus prometeu a vitória e somente há vitória após uma luta. Você está
num deserto? Alegre-se!!! Deserto é lugar de vitórias.
"porque
Teu é o reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém." - A oração-modelo
termina com uma expressão de adoração, parte indispensável em qualquer oração.
É através da oração que expressamos nosso amor ao Senhor, que Lhe rendemos a
glória que só a Ele é devida. Lamentavelmente, nos nossos dias, oração tem
significado apenas um petitório. Somente pedimos, pedimos, pedimos e, para
finalizar, pedimos. Nem sempre nos lembramos de agradecer ao que Deus nos fez,
que dirá adorá-lO, render-Lhe glória e louvor. É fundamental que a nossa
oração, pelo menos, tenha uma parte de adoração.
É preciso que louvemos e
glorifiquemos ao Senhor.
Abraços abençoados!!

Paz, pastor Adson!!!
ResponderExcluirExcelente artigo sobre a oração. É isso aí! Muitos não recebem, porque não sabem pedir. Deus o abençoe mais e mais.
Ah... Já estou seguindo seu blog também. Se quiser seguir o meu, o link está abaixo!
Em Cristo,
M. B. Matos!!!
marcosbritomatos.blogspot.com.br