quarta-feira, 23 de maio de 2012





ORAÇÃO DOMINICAL


A ORAÇÃO QUE JESUS NOS ENSINOU

 A oração que o Senhor nos ensinou, a chamada "oração do Senhor", "oração dominical" ou, como é conhecido, a oração do "Pai nosso". Esta oração não é um modelo, ou seja, não foi ensinada pelo Senhor para ser repetida automaticamente, como uma reza, como muitos a têm tornado, mas, muito pelo contrário, nela temos uma verdadeira aula de como devemos orar a Deus. Quem quer aprender a orar, deve ler esta lição de Jesus e, com certeza, ao aplicá-la, estará orando corretamente e de forma agradável ao Senhor. O fato de Jesus nos ensinar a orar mostra claramente que a oração embora não é algo repetitivo, de aparência exterior. A oração tem que ser espontânea, algo que esteja ao arbítrio de quem ora. Não é ficar repetindo palavras, sendo papagaio de pregador.

Algumas pessoas costumam dizer de uma tal de oração forte. Existe essa oração?

Oração FORTE, oração FRACA. Temos ouvido alguns pregadores falar em “oração forte”. Que oração é essa que não faz parte do Evangelho de Cristo? Porque na Bíblia não encontrei essa tal oração forte.  E o que não consta no Evangelho não é bíblico, e não sendo bíblico não poderá ser praticado porque é doutrina de homem, e está fora dos propósitos de Deus. Oração forte é uma linguagem herdada do espiritismo. No Evangelho de Mateus 21.22,  Jesus disse: “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis”. A Bíblia não menciona oração forte ou oração fraca, a Bíblia diz: Tudo o que pedirdes “crendo o recebereis”. Esta é a condição, ter fé suficiente para a sua oração chegar aos ouvidos de Deus. Crer incondicionalmente de todo coração, que as mãos do Senhor estão voltadas para te abençoar, quando pedimos alguma coisa que seja da vontade de Deus.

Na carta Universal do Apóstolo Tiago 5.15, 16 diz: A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará, e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. Podemos observar no início deste texto que Deus não ouve a pecadores, portanto, não basta ter compromisso apenas com o dízimo, com campanhas, ou com o pastor da sua igreja, se não tiver despojado do velho homem pecador e revestido do novo nascimento de Cristo em seu coração. Tudo isso será em vão.

A oração dominical começa com a expressão "Pai nosso" – essa expressão mostra toda a diferença entre os cristão e os gentios. Quando reconhecemos que  Deus é o nosso Pai, demonstramos que a relação que existe entre Ele e nós não é uma relação de senhorio, de propriedade, de domínio ou de cruel submissão, mas é uma relação de amor, de filiação, de intimidade, de comunhão. Ao chamarmos a Deus de nosso Pai, ao reconhecermos isto, estamos dizendo que confiamos nele e em Seu amor. E que nada, absolutamente coisa alguma de ruim para nós pode ocorrer, pois Ele nos ama. É por isso que Jesus insiste em que tenhamos a figura de Deus como Pai em nossas orações. A imagem de um Pai bondoso, sempre presente em nossas vidas. Um pai muito mais amoroso do que nosso pai terreno e que, portanto, nunca pode querer nos prejudicar ou nos causar dano. Aliás, o próprio Jesus nos disse que ”se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt.7:11).

Mas a oração-modelo continua e nos lembra que este Pai bondoso, amoroso, misericordioso está nos céus, ou seja, é o Senhor do universo, o Soberano, Aquele que tem todo o poder. Lembrar que Deus é Pai  e que está nos céus, é lembrar que Ele não é nosso empregado, nem está à nossa disposição ou à disposição de nossos caprichos. Pare com esse calundu minha irmã! Pare com esse calundu meu irmão! Deixe Deus agir como Pai em sua vida. A oração nos leva a reconhecer que somos pobres e necessitados e que dependemos dos cuidados do Senhor (Sl.40:17). A oração nos faz assumir o lugar de filho.
Em seguida, a oração-modelo lembra-nos que o nome do Senhor é santificado, ou seja, que para termos uma verdadeira comunhão com Deus é necessário que estejamos em santidade diante de Deus. Os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus (Is.59:2). Quando se fala em “santificação do nome do Senhor”, não devemos nos esquecer do conceito judaico que aqui se expressa. Muitos ficam assustados ao se falar em “santificação do nome de Deus”, visto que Deus é santo e, portanto, não precisa Se santificar. No entanto, a expressão tem um sentido bem preciso entre os judeus. E Jesus estava falando para os discípulos que eram... judeus. Certo?!

Para os mestres judaicos que elaboraram o Talmude (o segundo livro sagrado do judaísmo), “santificação do nome de Deus” estava relacionada com o mandamento de amor a Deus (Dt.6:5) no sentido de que cada um dos israelitas deveria fazer com que Deus fosse amado, ou seja, que o nome de Deus seria amado por causa de cada israelita, o que nos remete, imediatamente, às palavras de Jesus no sermão do monte, segundo as quais as nossas boas obras fariam com que o nome do Senhor fosse glorificado pelos homens (Mt.5:16).

Você entendeu?! Não entendeu? Vou explicar, preste atenção: Quando, na oração, pedimos ao Senhor que o Seu Nome seja santificado, estamos, na verdade, pedindo a Deus que sejamos instrumentos para a glorificação do Senhor enquanto aqui vivermos. Assumimos, assim, um compromisso de sermos canais pelos quais os homens glorificarão ao Senhor vendo Cristo em nossas vidas. Somos cristãos, ou seja, parecidos com Cristo. A nossa fidelidade a Deus fará com que as pessoas glorifiquem o nome do Senhor, reconheçam a Deus como o Soberano Deus do Universo. Entendeu? A oração, portanto, é a forma pela qual pedimos a Deus que sejamos uma bênção e não um escândalo. Você é uma bênção ou um escândalo?

 "Venha o Teu reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu" , ou seja, quando oramos a Deus devemos ter a consciência de que devemos viver em submissão a Deus, ou seja, de que a vontade de Deus é o objetivo que devemos buscar para nossas vidas. Quando dizemos "venha o teu reino" estamos dizendo para Deus que queremos que Sua vontade se realize em nossas vidas, que Ele seja o nosso Senhor, Aquele que comanda as nossas vidas. Quão diferente é a oração daqueles "super-crentes", daqueles que, baseados nas falsas doutrinas da confissão positiva e da teologia da prosperidade, acham que a vontade deles é que tem de ser feita.

"O pão nosso de cada dia nos dá hoje" - a oração também envolve o aspecto material de nossas vidas, mas dentro de uma perspectiva de cumprimento da vontade de Deus e de Sua soberania. Deus não Se esquece das necessidades materiais do ser humano e sabe que, enquanto aqui estamos, precisamos de comida, de roupas, de calçados, e essa é a razão pela qual está disposto a nos conceder o necessário para a nossa sobrevivência (Mt.6:31-34). Mas devemos priorizar o reino de Deus e a sua justiça.

"E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores". Neste ponto, Jesus quis nos deixar claro que a vida de comunhão com Deus deve refletir-se, necessariamente, em uma vida excelente no convívio social. O homem não foi feito para habitar sozinho. O homem foi feito para viver em sociedade (Gn.2:18). De sorte que quando é transformado pelo Senhor ele não guarda mágoas, rancores, ressentimentos. Como você pode pedir o perdão de Deus se você não perdoou o seu semelhante? Como você pode alcançar as promessas de Deus se você vive de calundu? Como você pode alcançar o perdão de Deus se você ainda não perdoou o seu filho, os seus pais, seus irmãos e amigos? Cuidado com as doenças psicossomáticas!! A falta de perdão gera até mesmo o câncer. Você sabia disso?

Na oração, devemos ter consciência de que nossa vida com Deus depende de nosso comportamento com o próximo.

 "E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal" - Nesta parte da oração, Jesus lembra-nos do compromisso divino de nos livrar do mal enquanto vivermos neste mundo de aflições e que está imerso no maligno (I Jo.5:19), compromisso que foi ratificado e reiterado pelo próprio Senhor em Sua oração sacerdotal (Jo.17:15). Este compromisso é a certeza que o cristão tem de que o mal não lhe tocará ( I Jo.5:18), nem que o inferno prevalecerá contra a igreja (Mt.16:18). Isto não quer dizer que o crente sincero nunca terá dificuldades ou lutas, nem que não poderá sofrer. Não é isto!! Deus prometeu a vitória e somente há vitória após uma luta. Você está num deserto? Alegre-se!!! Deserto é lugar de vitórias.

"porque Teu é o reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém." - A oração-modelo termina com uma expressão de adoração, parte indispensável em qualquer oração. É através da oração que expressamos nosso amor ao Senhor, que Lhe rendemos a glória que só a Ele é devida. Lamentavelmente, nos nossos dias, oração tem significado apenas um petitório. Somente pedimos, pedimos, pedimos e, para finalizar, pedimos. Nem sempre nos lembramos de agradecer ao que Deus nos fez, que dirá adorá-lO, render-Lhe glória e louvor. É fundamental que a nossa oração, pelo menos, tenha uma parte de adoração.

É preciso que louvemos e glorifiquemos ao Senhor.

Abraços abençoados!!

Um comentário:

  1. Paz, pastor Adson!!!
    Excelente artigo sobre a oração. É isso aí! Muitos não recebem, porque não sabem pedir. Deus o abençoe mais e mais.
    Ah... Já estou seguindo seu blog também. Se quiser seguir o meu, o link está abaixo!

    Em Cristo,

    M. B. Matos!!!
    marcosbritomatos.blogspot.com.br

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