SUPERSTIÇÕES – UMA PRÁTICA PAGÃ
Nos últimos anos, têm surgido modismos que claramente chocam-se com as Sagradas Escrituras e significam um retrocesso na luta protestante. Muitos grupos que se dizem protestantes pregam e praticam coisas que envergonham o protestantismo.
Alguns casos de supersticiosidade entre evangélicos são menores, outros são mais graves. Alguns exemplos do primeiro tipo são deixar a Bíblia aberta no Salmo 91 para afastar desgraças; utilizar a expressão “Tá amarrado!” de forma séria, como uma espécie de precaução espiritual; abrir a Bíblia aleatoriamente para “tirar um versículo” que funcione como a orientação de Deus para tomarmos uma decisão; trocar a leitura sistemática e regular da Bíblia pela “caixinha de promessas”; reputar que a oração no monte tem mais eficácia do que a feita dentro do quarto ou na igreja; dormir “empacotado” para que Deus, ao nos visitar à noite, não se entristeça; usar fitinhas ou pulseirinha no punho para atrair saúde, amor, amizade, dinheiro, etc... e acreditar que objetos ou algum suvenir de Israel (pedrinhas, água do Rio Jordão, folhas) têm algum poder especial.
São superstições que são exatamente uma volta à teologia romanista da Idade Média. Se não, vejamos: Não seria o uso de elementos como galhinho de arruda, sal grosso e copo d'água na liturgia uma volta ao misticismo medieval, tão condenado pelos reformadores?
A Bíblia condena a supersticiosidade - A Bíblia, diferentemente de muitas obras religiosas do mundo, não é baseada em superstições, mas é a Palavra de Deus (2Tm 3.16-17). A Arqueologia tem mostrado dia após dia a veracidade da narrativa bíblica, mostrando que tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos não são depositários de mitos. O Evangelho está enraizado em fatos históricos, não em mitos. Ele é baseado no testemunho ocular de vários homens, como enfatiza o apóstolo Pedro: “Porque não nos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas artificialmente compostas, mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2Pe 1.16).
Além
disso, a Palavra de Deus condena veementemente a magia e a feitiçaria, bem como
a supersticiosidade. As fábulas, crendices e os falsos ensinos são combatidos
nas Sagradas Escrituras (2Tm 4.1-4). A expressão grega traduzida por fábula
nesse texto de 2 Timóteo e em 1 Pedro é mythos. Ela é usada para descrever uma
narrativa que, além de fictícia, é enganosa, sendo geralmente elaborada por um
mestre falso com o objetivo de iludir.
Em 1 Timóteo 1.4, Paulo exorta seu filho na fé
para que “não se dê a fábulas”, neste caso uma referência às lendas
forçosamente relacionadas a narrativas do Antigo Testamento. Elas aparecem
descritas pelo mesmo apóstolo em Tito 1.14 como “fábulas judaicas”. Paulo ainda chega a ironizar a
superstição judaica, chamando tais crenças sem fundamento de “fábulas profanas
e de velhas” (1Tm 4.7). O apóstolo estava querendo dizer a Timóteo que, por não
terem base bíblica, por serem simplesmente invenções humanas, criações que se
tornaram populares para enganar o povo, eram ímpias, só servindo mesmo para
entreter as conversas de velhinhas caducas.
Já no caso do texto de 2 Pedro 1.16, a referência é às histórias fabulosas, crenças e superstições criadas pelos primeiros mestres gnósticos, que para difundi-las se utilizaram da divulgação de evangelhos apócrifos por eles mesmos escritos. Enfim, a Bíblia é enfática contra a superstição. Portanto, fujamos de todo tipo de superstição. Que a nossa fé seja absolutamente bíblica!



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